Por que sou espírita?
Desde muito jovem eu sempre questionava sobre a existência do céu e do inferno. Não conseguia entender o porquê de uma vida terrena tão curta e depois a eternidade. Quando a duração de uma vida humana seguia o curso normal, ou seja, nascer, crescer e envelhecer, ainda me parecia mais lógico a existência de uma eternidade depois da morte. Porque a pessoa, com a velhice, teria a possibilidade de repensar seus atos e de se melhorar como pessoa, se fosse o caso, abrindo a possibilidade de um céu eterno.
Mas o que me incomodava eram as mortes prematuras em situação de violência. Por exemplo, a de jovens que se envolveram com o crime, pelas circunstâncias do lugar que viviam, sem a oportunidade de ter conhecido o Evangelho e que vieram a falecer como consequência da vida que levavam. A possibilidade de que elas pudessem merecer o castigo eterno me angustiava. E eu me perguntava: será que Deus que é amor pode deixar que um filho seu sofra eternamente? Aí poderiam me dizer: a culpa não foi totalmente dele e, portanto, ele terá um atenuante e não irá para o inferno, apenas passará um tempo no purgatório antes de ir para o céu.
E quando ele teve a oportunidade da mudança e mesmo assim se manteve afastado de Deus? Uma amiga me disse que o inferno seria o destino final. Mas se compararmos Deus com uma mãe, veremos que isso é ilógico. Uma mãe ama incondicionalmente seu filho e Deus é Amor. Mesmo que um filho tenha cometido os crimes mais horrendos, sua mãe continuaria amando-o e tudo faria para livrá-lo de um castigo cruel. E Deus que é o puro Amor não daria outra chance ao filho pecador?
Quando conheci a Doutrina Espírita meu coração se acalmou. Porque ela me mostra um Deus que nunca abandona seus filhos e que sempre nos dá uma nova chance para a nossa melhoria, através da reencarnação. Também as desigualdades e as injustiças que observamos na vida atual, deixarão de existir se considerarmos o conjunto das existências.
http://porquesouespirita.blogspot.com/
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